quinta-feira, 28 de maio de 2009

Desilusões comunitárias

Ja faz mais de um mês que não posto no blog. Sinceramente, sinto certa falta.
Por esta razão, hoje, resolvi escrever o porquê de tal sumiço e porque essa ausência será constante.
Primeiramente, eu tentei divulgar o blog da melhor maneira possível: Twitter, e-mail, boca-a-boca, MSN e vários outros meios. Incessantemente divulguei, sem muitos resultados.
No começo, não me importei pela falta de comentários e manifestações, até achava normal, ja que era um blog recente e carecia de credibilidade (não por minha parte, mas de quem não o conhecia). Aos poucos fui ficando desolado com o fato de não haver interação entre escritor e leitor, comecei a me chatear. Honestamente, não quero milhões de comentários, mas ao menos gostaria de criar um debate saudável. Nossa area carece tanto disso e vejo que, desta forma, irá carecer por muito tempo.
Não sou só eu que deixo claro esta insatisfação. Outros amigos, com blogs com a temática de biblioteconomia e ciencia da informação, também sentiram-se desgostosos e, aos poucos, pararam de postar.
Fica aqui meu desabafo. Torço pela integração dos profissionais da área, e a criação de debates para repensarmos o rumo da profissão e o que ela precisa para deixar de ser "desnecessária" na visão dos usuários.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

De quem a culpa?


(Clique nas imagens para melhor visualização)



Poema de Victor Hugo

Ônibus Biblioteca


Há um tempo atrás, foi criado um tópico neste blog sobre a importância da iniciativa do profissional da informação em ousar e agregar novos valores a biblioteca.
Segunda-feira, no jornal Folha de S.Paulo, na seção Cotidiano, saiu uma matéria sobre o "Ônibus- Biblioteca", iniciativa da biblioteca Monteiro Lobato, ressaltando o número de leitores e interessados que ele "arremata" por onde passa, muitas vezes maior do que nas bibliotecas convencionais, como citado na matéria:
"Em fevereiro, veículos da prefeitura adaptados reuniram média superior à de 23 bibliotecas tradicionais de São Paulo "

Essa iniciativa é vitoriosa e mostra que o interesse na leitura existe, independente da classe social, credo e outras classificações...
As barreiras existentes: distância, exclusão social, falta de infra-estrutura são supridos quando há interesse e disponibilidade por parte do profissional, sem esquecer, claro, do suporte da prefeitura, que , muitas vezes, deixa a desejar.
Quando conheci este projeto, por intermédio de uma visita feita pela faculdade, foi possível sentir o tamanho da importância desta ação e ,também, ver o quão precário estava a situação do ônibus. Confesso que não acompanhei de perto após aquela visita, mas fico feliz em saber que esse automóvel do saber ainda rompe barreiras!

Para quem quiser ler a reportagem, segue o link abaixo.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1304200924.htm

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O adeus dos livros?




A vida é feita, e apimentada, por muitos boatos. Histórias que não passam de especulações, histórias improváveis que se tornam verdadeiras e mais especulações, especulações e especulações.
Após a virada do século, muitas perguntas ficaram no ar: Há vida no espaço? O petróleo acabará? entre muitas outras. Na área da informação, a pergunta crucial, que mais tem sido feita, é:
- O livro vai acabar?
Não sei, não o sabem e, sinceramente, não quero saber. Mas, saindo um pouco do muro, sinceramente, acho que não.
Com o avanço da tecnologia no século XX, os objetos tornaram-se inerentes a prazos: quanto vai durar? Ainda é atual? Até quando vai existir? A pressão deste mundo efêmero é enorme e acaba ameaçando (especulando) até os objetos mais sagrados, como o livro.
Sou da corrente que crê que a tecnologia veio para ficar e se aliar a nós como um instrumento essencial de aprimoramento e otimização. Porém, não vejo essa necessidade de “aposentadoria” àquilo que “já foi” para alguns e continua estar para milhões.
O rádio, após a invenção da televisão, não acabou. Com certeza, sentiu a queda da sua audiência e já não exerce um monopólio de ouvintes, mas sempre terá seu público fiel, que prefere ouvir uma voz misteriosa ao invés de ver uma imagem sem emoção.
O livro é sagrado, principalmente para aqueles que sabem da sua história e do seu valor. Incomparável na arte de acompanhar e ser o melhor amigo.
Não esqueço de deixar uma mensagem para que seja bem vindo, também, o Kindle, “iPod dos livros” (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200911.htm). Uma grande invenção, que com certeza será um fenômeno em questão de tempo.
E assim caminha a humanidade, avançando, apagando e especulando “Day-after-day”.
Mas pra você, o que será do livro?

terça-feira, 7 de abril de 2009

Endereços de Bibliotecas em São Paulo

http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&ie=UTF8&q=biblioteca&near=S%C3%A3o+Paulo+-+SP&fb=1&split=1&gl=br&view=map&ei=zFfbScePCZzItgfpvrWXCA&cd=1
Mapa disponível no "Google Maps" com endereços das principais bibliotecas da cidade de São Paulo. Vale a pena adicionar no favoritos.

Abraços.

p.s: Obrigado pelos comentários. Espero que esse blog torne-se, assim como outros, um porta voz da classe e dos interessados na área da informação.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Classe sem classe

É comum a desunião de algumas classes: o pobre com o rico; o forte do fraco; o sujo do limpo e etc... É triste! Mas mais triste, e impensável, é a desunião da mesma classe, principalmente a profissional.
O classe bibliotecária é uma delas. Há 4 anos, desde meu ingresso na faculdade, que percebo a dificuldade na comunicação dos profissionais. Ego? Insegurança? Não sei, porém ,o que sei é que precisa mudar.

sábado, 28 de março de 2009

Pequenas Iniciativas

No contexto atual, as crianças exercem um papel fundamental como termômetro e esperança de um futuro melhor. Elas estão cada vez mais inteligentes, rápidas e multifuncionais: jogam videogame ouvindo musica, fazem lição mandando SMS e etc...
É impressionante a energia, a vontade de aprender e curiosidade despertos nesses pequenos seres.

A infância é a melhor idade para iniciação, principalmente quando se refere à educação. Uma criança que cresce gostando de matemática, dificilmente deixará de gostar algum dia. Aquela que aprende um instrumento no pré-primário, provavelmente, levará esse aprendizado para vida inteira. E a criança que freqüenta uma biblioteca e que a enxerga como uma casa do saber, será sempre seu fiel usuário.

São poucas as iniciativas criadas pelas bibliotecas para atender este público, principalmente o aluno da rede pública. Conta-se nos dedos as crianças, futuros adolescentes, que leem, ou se interessam por qualquer tipo de leitura. Muitas vezes, a falta de iniciativa e de aproximação, acaba afastando-o de um mundo, nunca antes visto, que nunca será conhecido.

Sempre gosto de citar o belo projeto da Biblioteca Monteiro Lobato [http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/monteiro_lobato/index.php?p=9] , que tem uma estrutura ímpar, totalmente voltada à criança: com muito espaço, decoração, e atividades plurais, como: teatro, música, entre outros.

Outro exemplo fenomenal, é o programa "Bibliotecário por um dia" da Biblioteca de Turón na Espanha, que coloca os pequeninos para atender, como se fossem bibliotecários. Aliás, essa iniciativa além de ser enriquecedora para criança, é uma forma de divulgação do profissional bibliotecário.

Mas ainda há tempo, existem diversos programas no Brasil e no mundo, iniciativas valorosas com pouca divulgação. Nunca é tarde para inovar, pesquisar e, se possível, copiar aquilo que é enriquecedor para o futuro da nação.

http://www.youtube.com/watch?v=YfRbI_djESM
http://www.youtube.com/watch?v=CTe01g1YWy4

(Bibliotecário por um dia)